A polícia ainda procura mais pistas sobre a gangue de coelhinhos da Páscoa acusada de ter roubado mais de 20 caminhões de ovos de chocolate de uma fábrica em Inominal, cidade localizada entre Los Angeles e Washington D.C.
De acordo com o investigador encarregado do caso, Dick Cheney, os coelhos criminosos arquitetaram um plano muito eficiente. Fingiram ser coelhindos que entregariam os ovos para as famílias e convenceram os funcionários da fábrica a entregar o carregamento. Diante das gracinhas nenhum dos funcionários conseguiu fazer outra coisa que não obedecê-los.
“Esse tipo de prática criminosa é remanescente da Guerra Fria. Influência mental é um tipo de habilidade que poucas pessoas no mundo têm. Já trabalhamos com suspeitos ligados a movimentos contra a democracia”, informou Cheney.
Os caminhões foram deixados em um terreno baldio perto de Oklahoma City. Cerca de 100 mil ovos de chocolate foram levados pelos suspeitos. Suspeita-se do envolvimento de funcionários da empresa no desaparecimento da mercadoria. De acordo com as investigações, Susan Neednodick, foi vista em um bar no subúrbio conversando com um anão peludo, que tinha bigode e nariz vermelho.
“Eu o conheci no bar aquele dia. Tomamos uns drinques e fomos para um hotel. Depois disso nunca mais o vi”, disse a mulher, casada a 10 anos e mãe de 2 filhos.
Os federais já começaram investigações paralelas para gastar dinheiro do povo e concluir absolutamente nada. Mas estão confiantes que, mais cedo ou mais tarde, os coelhos vão se entregar. “É claro que irão se entregar. Não conseguirão vender os ovos, que são marcados. Mais cedo ou mais tarde verão que foi em vão”, alertou o comissário Friederich N.
No local também foi deixado um bilhete, escrito em latim, com os seguintes dizeres:
“Nós, coelhos da Armada Branca, impediremos que vocês continuem cultuando ovos de chocolate e nos associando a estes terríveis vícios carnais. Preparar-vos-ei, homens mortais, pois a Armada Branca chegou para ficar!”
Assustador, não?
Pep Najaka – New York, EUA.
A propaganda está quase certa. Com as conexões 3G o mundo vai se tornar um lugar muito mais maravilhoso. Pena que vai ser maravilhoso apenas para quem tiver recursos financeiros para pagar por tamanho estado paradisíaco. Mas esta questão toma outro rumo quando recolocado sob o foco de outros horizontes. E o horizonte aqui é apenas um. Simplório e vasto: o deserto.
Está perto do meio-dia. O sol queimando tudo. Sombra é mais um desejo que uma possibilidade. Água fresca tenho no cantil. Um camelo é ainda o melhor meio de transporte, mas eu preferi vir à pé. E já tem uns dez dias que estou andando por entre essas dunas. Meu câmera já ficou e eu ainda tive que enterrá-lo. Como ele era um cara grandão, achei mais prático rolá-lo até a base de uma duna e apenas cobrí-lo com a areia que escorre de cima. Sorte que o cantil dele tava cheio. Ele morreu de tédio.
Mas a morte dele não foi em vão. Consegui chegar até o ponto em que queria no final daquela tarde. Um lugar magnífico. Olhem!

Lindo lugar. Três ou quatro dunas atrás desta enorme no fundo da foto está o câmera. Umas duas semanas depois está a civilização. Mas, na verdade, ela estava comigo o tempo inteiro.
Eu havia levado meu celular com tecnologia 3G. Minha vida estava salva. Com ele eu poderia fazer o que quiser. Seria maravilhoso como nos comerciais de TV. Eu navegaria na Internet, pediria um buffet de frios e uma limonada suíça. Depois um sorvete. Como tudo seria magnífico. Pena que nenhuma operadora funcionava lá, no meio do deserto.
Direto de Windhock, Namíbia – Pep Najaka
